Treinamentos para trabalhar OFFSHORE

01/04/13

A indústria do treinamento no setor petróleo

A indústria do petróleo mudou a cara de muitas cidades, Macaé, por exemplo, saiu da condição de vila de pescador na década de 70, para se tornar um gigante industrial. Só nos últimos 10 anos teve um crescimento econômico de 600%, isso só foi possível graças ao desenvolvimento da indústria do petróleo e gás, que foi fortalecido a partir de 1997 com a quebra do monopólio estatal. Assim como a capital nacional do petróleo, a cidade que dá nome a maior bacia petrolífera brasileira, Campos dos Goytacazes, também cresceu com a exploração do mineral. Nas duas cidades, e em outras que se beneficiaram da produção do petróleo muito se desenvolveu e se desenvolve. 

Nos últimos anos um fator que vem chamando a atenção nesse mercado bilionário é a qualificação da mão de obra para trabalhar nesse mercado, que passa desde um curso de treinamento ao de nível técnico e superior. Com isso, muitas empresas e instituições se especializaram em oferecer esse tipo de serviço, surgindo então a indústria do treinamento e qualificação no setor petrolífero. 
Além da formação técnica e superior que podem ser feitas numa instituição pública ou privada, os cursos essenciais para embarque não saem de graça e nem tão pouco são baratos. E com isso, as empresas responsáveis por eles, que são privadas lucram e crescem cada vez mais. É com a oferta de cursos como CBSP – Salvatagem (Curso Básico de Segurança em Plataforma), BST, HUET, Primeiros Socorros, entre outros, como o de espaço confinado, que empresas despontam e se agigantam num mercado cada vez mais valorizado. 

Há 10 anos, esse mercado já se apresentava concorrido e dominado por algumas empresas. Sandro Garcia trabalhou embarcado por dois anos e meio como Comissário, mas antes de conseguir uma vaga, teve que fazer o curso de CBSP – Salvatagem, o que pra ele foi uma das maiores dificuldades. “Quando eu fui fazer o curso sabia que nem todos oferecidos pelo mercado eram aceitos pelas empresas. Na época a Petrobras exigia que fosse feito numa determinada empresa. Isso eu só soube por que busquei informação antes, e então investi num curso que sabia que seria aceito, mas teve gente que não conseguiu emprego por não ter o curso de uma empresa reconhecida. Perderam o dinheiro investido” - relata o ex-funcionário de uma empresa prestadora da Petrobrás.

“Eu fiz o curso de operador de produção em petróleo e gás. Pensei que embarcando seria uma ponte para entrar na minha área”, mas não foi o que aconteceu. No ano passado parou de embarcar após uma cirurgia que prejudicou sua audição, ocasionada pelo manuseio de um produto químico, quando estava a bordo de uma plataforma. Ao retornar à função, a empresa havia perdido o contrato com a Petrobrás, e ele o emprego. Aos 31 anos voltou para a sala de aula para cursar o Técnico em Segurança do Trabalho, pretendendo voltar a atividade a partir de março de 2013.

Diferente de Garcia, Raphael Themoteo trabalha embarcado desde 2006. Para ingressar na profissão fez um curso técnico, e a entrada foi facilitada pela possibilidade do estágio. “Com o curso feito, algumas pessoas me deram conselhos para tentar ingressar no ramo offshore, e me inscrevi num centro de estágio que fica em Macaé, o Centro de Integração Empresa Escola (CIEE). Em uma semana eles me chamaram, e desde então estou nesse ramo. Acredito que eu não tive nenhuma dificuldade para ingressar”, conta, lembrando que começou a trabalhar na mesma área que atua até agora, que é Well testing. “É uma área que trabalha com avaliação de poços. Tive algumas promoções e até troquei de firma, já visando um crescimento profissional maior. As empresas investem muito em todos os funcionários. Visando sempre o melhor pra elas, e para que possamos estar atendendo às suas necessidades” - destaca.

No caso dele todos os cursos iniciais foram pagos pela empresa contratante, mas nem sempre isso acontece com quem está iniciando na carreira. “A empresa vai moldando o funcionário ao que ela precisa, dando os cursos necessários para você “dar bons frutos” e a empresa colhe isso. E todos esses cursos são bancados por ela, eu nunca paguei um só curso, até porque eu não saberia os cursos certos a serem feitos, e a empresa oferece isso de acordo com as necessidades dela,” conta Raphael.

Para garantir o acesso a esse mercado de trabalho à população que não dispõe de condições financeiras para pagar os cursos, os governos municipais de cidades beneficiadas pelos royalties do petróleo passaram a custear parte ou integralmente estes investimentos em capacitação e treinamentos exigidos para embarque. Tudo é feito por meio de parceria com uma das empresas qualificadas e credenciada. 

Quem é quem no mercado de treinamento offshore?

Entre as instituições e empresas que se solidificaram ao longo dos anos nesse mercado como referência de preparar o futuro candidato ao setor offshore ou de capacitar quem já está embarcado, o Serviço Nacional da Indústria – Senai e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial - Senac estão configurados entre as gabaritadas, assim como outras privadas. Todas as empresas e instituições que se especializaram nesse mercado surgiram relativamente tímidas, mas já se espalham pelo país,com unidades de treinamento nas principais cidades produtoras de petróleo, isso, porque ganharam o reconhecimento das empresas petrolíferas e prestadoras de serviços, em alguns casos ganharam também a fidelidade da parceria. Para ganhar o mercado, as empresas nacionais se estabeleceram com nomes em inglês, a maior parte iniciou as atividades em Macaé. 

Uma delas, fundada em outubro de 2004 possuia apenas uma base modesta, de apenas duas salas. Logo se consolidou no mercado de treinamentos industriais da Bacia de Campos. Foi credenciada por instituições como a Marinha do Brasil e buscou certificações como ISO. Em conseqüência, acabou tendo que buscar um espaço maior para atender a demanda, que já dava sinais de crescimento. Com isso expandiu os negócios e os cursos de treinamentos. Novas unidades foram abertas em Macaé e em outras cidades, inclusive Campos dos Goytacazes e Rio de Janeiro.

Outra, motivada pela abertura do mercado da indústria do petróleo em 1999 participou de uma licitação pública , venceu e passou a ter a gestão total dos centros de treinamento de combate a incêndio e salvatagem da Bacia de Campos. Com a demanda crescente, em 2005 deu início a construção dos seus Centros de Treinamentos em Macaé e Rio das Ostras. Hoje conta com unidades em diversas cidades.
Aproveitando o bom mercado brasileiro uma empresa estrangeira com mais de 100 anos de atividades se instalou em Macaé em 2005 e já soma desde então quase 90 mil treinamentos feitos.

Mas a indústria da qualificação e do treinamento não esta resumida à empresas privadas. A gestão pública municipal tanto de Campos dos Goytacazes como de Macaé, também oferece gratuitamente cursos para suas populações. A assessoria de comunicação da prefeitura de Campos informa que “desde 2009 já qualificou em torno de cinco mil trabalhadores para atuarem na indústria petrolífera em cursos como montador naval, plataformista, soldadores, taifeiro, saloneiro, pintura industrial, homem de área, salvatagem, logística portuária e outros”, e que continua disponibilizando esse tipo de qualificação por meio do Balcão de Empregos da Secretaria Municipal de Trabalho e Renda, onde, de acordo com a demanda, os interessados serão encaminhados a uma das instituições conveniadas para que possam fazer um dos cursos oferecidos gratuitamente. 

Além do programa da prefeitura a maior cidade do interior do estado se especializou em formar mão de obra para esse mercado. São inúmeras escolas, faculdades e universidades particulares e públicas, qualificando mão de obra para o setor petrolífero, que cresce ano após ano. Entre as grandes instituições públicas, Campos conta com a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), dois Campi do Instituto Federal Fluminense (IFF), um Campi da Faetec e outro da UFF para a formação técnica e superior, com isso, se tornou a maior fornecedora de mão de obra qualificada para o setor no interior do estado do Rio de Janeiro. 

Quanto aos cursos exigidos para embarque, a cidade não se destaca, esse setor cresceu em Macaé, onde estão instaladas a maior parte das empresas que fornecem trabalhadores para o mercado de petróleo e gás natural. Com a crescente demando do setor, estas empresas hoje também cresceram, abrindo novas unidades em cidades ligadas à produção petrolífera. De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura a cidade vem investindo em todos os níveis de qualificação, desde a capacitação até a graduação superior. 
A criação da Cidade Universitária possibilitou a instalação de cursos das mais conceituadas universidades federais do estado como a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além da Faculdade Municipal Professor Miguel Ângelo da Silva Santos (FeMASS). Localizada na Linha Verde, a Cidade Universitária concentra 15 cursos, com cerca de 2400 alunos matriculados em 2012.

“No nível técnico, além da Unidade Descentralizada do Instituto Federal de Educação Tecnológica (IFF), a cidade conta com dezenas de cursos particulares. A maior novidade em capacitação profissional é a o Sistema Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que permite a capacitação profissional de 600 alunos por turno, totalizando 1,8 mil alunos por dia. E para qualificar a mão de obra local para um mercado de trabalho cada vez mais exigente, a prefeitura de Macaé aposta em iniciativas como do Centro de Educação Tecnológica e Profissional (CETEP), que em menos de três anos de funcionamento já qualificou cerca de 15 mil pessoas para o mercado de trabalho,” diz a assessoria que destaca ainda: “São oferecidos mais de 100 cursos nas áreas de Hospitalidade e Lazer, Ambiente, Saúde e Segurança, Gestão de Negócios, Informação e Comunicação, Controle e Processos Industriais,” explica ainda a Assessoria.

Já que a área offshore tem empresas de diversas nacionalidades, é cada vez mais comum a exigência do inglês, e pensando nisso a prefeitura implantou em 2011, o Centro Municipal de Idiomas. O projeto tem como modelo o Centro Interescolar de Línguas de Brasília, que acumula experiências bem sucedidas desde 1998. O Centro é estruturado pelo Marco Comum Europeu de Referência de Línguas, modelo internacional. 

Quem também entrou na disputa por qualificar para esse mercado foi o Governo Federal. Tendo a Petrobrás como maior parceira, vem garantido qualificação para diversas áreas do mercado de petróleo e gás por meio do Promimp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural). Desde 2003, ano de sua criação quando a Presidenta Dilma ainda era Ministra de Minas e Energia, o programa promove cursos gratuitos para os níveis básico, médio, técnico e superior na área de petróleo de gás, com objetivo de fortalecer a indústria nacional melhorando a qualificação de profissionais. 
Na sexta edição do programa, iniciada no começo de 2012, foram ofertadas 11 mil vagas distribuídas em 14 estados. Macaé e Campos estão entre elas. O Programa que iniciou com investimento de US$ 35 bilhões no período 2003-2007, foi ampliado, especialmente após a descoberta das reservas do pré-sal, para US$ 190 bilhões no período 2009-2013. 

Qualificar e abrir oportunidades de trabalho offshore


O IFF responsável por qualificar grande parte dos trabalhadores para a produção petrolífera no Brasil, criou uma Agência de Oportunidades que tem o objetivo de desenvolver ações para a inserção de alunos ou egressos da instituição em programas de estágio e emprego no estado do Rio de Janeiro. Apesar disso, não disponibiliza os cursos de treinamento exigidos para embarque, como explica o Coordenador da Agência de oportunidades, Thiago Menezes. 
“As instituições de ensino não oferecem estes treinamentos, visto que as demandas por profissionais da área técnica são enormes e hoje não há estrutura suficiente para ofertá-los. A partir deste princípio, torna-se mais vantajoso ampliar o número de vagas no ensino técnico, quando possível, e atender não só o segmento offshore, mas também as outras indústrias que compõem a área de atuação do instituto. Além disso, os profissionais contratados para embarque recebem os respectivos cursos, pois as empresas já estão estruturadas para receberem egressos de várias escolas técnicas como Institutos Federais, SENAI, FAETEC, etc.” - relata.
Ele lamenta que as instituições de ensino não ofertem também esse treinamento ressaltando a importância dos órgãos fiscalizadores no acompanhamento da indústria de treinamento. Quem trabalha em regime de embarque deve receber as orientações de segurança a bordo para zelar por sua vida e de seus colegas de trabalho, ou seja, o profissional deve receber o certificado de conclusão de curso se realmente estiver preparado para encarar os desafios do trabalho offshore.” 

O que diz o sindicato? 

O desenvolvimento industrial na região norte fluminense não para, e com isso, acontece a transformação das empresas e instituições que qualificam para o setor offshore também em indústria. Para o Coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense - Sindipetro-NF, José Maria Rangel, a ação é positiva, porém preocupante. Ele defende que a região é privilegiada por ter uma série de estabelecimentos de ensino, com comprovada competência, para qualificar e/ou aprimorar o conhecimento daqueles que querem entrar ou já estão no trabalho offshore. 

“São escolas técnicas, Instituto Federal Fluminense (IFF), Universidades, SENAI e SENAC, além do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural - PROMINP, que tem seus cursos reconhecidos, na grande maioria são gratuitos, (o PROMINP dá até bolsa!), e estão prontos para treinar a atual ou futura força de trabalho para a indústria do petróleo,” exemplifica José Maria Rangel.
Além das instituições de ensino, o Coordenador ainda destaca: “Do outro lado, você tem as empresas que prometem a qualificação cobrando valores considerados altos, só que em um tempo bem menor do que o proposto pelos órgãos do estado. Obviamente para aquele jovem que está desempregado, é mais vantajosa a proposta de menor tempo, mesmo que ele se endivide para arcar com os custos do curso. Aí você tem a indústria das empresas de treinamento. O sindicato avalia com muita preocupação este mercantilismo dos treinamentos, visto que não se pode aferir com certeza a qualidade do curso, bem como o aproveitamento dos alunos já que o curso é pago”.

Rangel explica que o sindicato defende uma maior carga horária para as questões de segurança, como por exemplo, um aprofundamento do entendimento das NRs – Normas Regulamentadoras e do o próprio manual de segurança da Agência Nacional do Petróleo (ANP), já que são realidades que o trabalhador vai encontrar nas plataformas. “Quanto à salvatagem, para nós este curso deveria ser ministrado pelas operadoras (Petrobras , Statoil , Shell , OSX , etc.), pois estariam treinando profissionais que estarão cuidando das suas instalações. Foi uma grande perda para sociedade como um todo, a terceirização do campo de treinamento de combate a incêndio da Petrobras,” exemplifica o Coordenador.
Se o mercado está aquecido para o setor petrolífero, é natural que cada dia mais surjam empresas, instituições e escolas para preparar os profissionais do setor, levando então a uma industrialização da área da formação e qualificação, isso se dá com “a promessa de treinamento rápido, aliado com o aquecimento da atividade offshore, fazendo com que a cada dia que passa mais empresas apareçam oferecendo as chaves da porta para o emprego”, observa com certa preocupação Rangel. 

Pesquisa avalia mudanças do Mercado de Trabalho Offshore


A Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) oferece bem mais que apenas formar profissionais. Desde sua implantação, seu papel tem sido de extrema importância, também paras as pesquisas, um bom exemplo disso, é a pesquisa inédita que encontra-se em processo de conclusão, que vai apontar o que acontece com o mercado de trabalho na região. O estudo é coordenado pela Socióloga Wania Amélia Belchior Mesquita, que também é Professora Associada da universidade e pesquisadora na modalidade “Jovem Cientista” da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro - FAPERJ.

“A pesquisa tem um foco mais ampliado, trata-se de um estudo sobre a percepção dos jovens estudantes de ensino técnico sobre o desenvolvimento regional. Realizamos previamente um levantamento junto aos dados do censo escolar do MEC do ano de 2012, e verificamos diferentes cursos em várias áreas de formação,” relata Wania Mesquita destacando que “no que se refere aos cursos da área de petróleo constatamos uma expansão da oferta. Isso se deu na situação em que visitamos as escolas. Havia um número maior de cursos implantados e outros com perspectivas de início no curto prazo, demonstrando uma dinâmica acelerada de adequação ao cenário posto pelos novos empreendimentos anunciados na região norte fluminense”.

Mas a pesquisadora deixa claro algumas diferenças entre qualificar e treinar. “A principal diferença entre qualificação e treinamento pode ser entendida pelo objetivo de cada uma dessas ações. A qualificação teria uma visão mais ampliada na formação do sujeito, buscando proporcionar interseções com vários campos do conhecimento e também de atuação, ocorrendo, desse modo, em um espaço de tempo relativamente maior do que o do treinamento. A qualificação estaria voltada também para a dimensão do ensino vocacional, vinculado a uma instituição de ensino. O treinamento já possuiria um foco mais voltado para a aprendizagem de determinada ação ou prática no período pós-formação profissional, que pode ser desenvolvido em curto espaço de tempo,” exemplifica.

Wanea Mesquita vai além, e pondera: “Sobre a questão da inserção, devemos nos atentar para as desigualdades de oportunidades e também para as especificidades dos diferentes campos de atuação do mercado do petróleo. Não podemos desconsiderar a importância da qualificação bem como a necessidade do estabelecimento de parcerias de empresas com instituições de ensino para favorecer atividades de treinamento e estágios para os futuros egressos dos cursos. Nesse sentindo, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego - PRONATEC, do Governo Federal, pode ser um incremento na tentativa de melhoria da qualificação profissional e tecnológica e na tentativa de universalizar o acesso a esse sistema,” enfatiza.

A partir dessa explicação é possível entender melhor o por que de algumas empresas, que disponibilizam treinamento principalmente para o setor petrolífero, estão se transformando numa indústria, e ela explica o por que universidades como a UENF, não disponibiliza cursos tão necessários como Salvatagem por exemplo. “A UENF, enquanto uma universidade pública, não está voltada para a oferta de cursos técnicos. É evidente que a universidade tem o compromisso com as dinâmicas voltadas para o desenvolvimento regional, e responde a tais demandas estabelecendo diagnósticos que visam auxiliar na superação de problemas e entraves sociais por meio de pesquisas em diferentes áreas do conhecimento. Desse modo, cabe salientar que a vocação da universidade é gerar conhecimento, que em alguns casos visam oferecer elementos para embasar políticas públicas voltadas para esses e outros temas.”

Fonte: Imagem

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